Magi: O Labirinto da Magia – Vol. 01

Pegando muita gente de surpresa, a JBC trouxe o mangá que promete ser um dos maiores lançamento do ano de 2014 e nós resenhamos para vocês!

Embarque na primeira noite de aventuras de Aladim, um garoto que viaja pelo deserto para realizar uma promessa feita a um GRANDE amigo. Salteadores violentos, ricas caravanas e oásis exóticos são o tempero desta busca por tesouros inimagináveis inspirada nas Mil e Uma Noites.

Esse é Magi, que já chamava bastante atenção na internet e com o lançamento de duas temporadas animadas, não escapou aos olhos das editoras brasileiras.

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Logo de cara o leitor nota a capa caprichada que a JBC preparou, pecando somente por não trazer o mais do que necessário plástico protetor, para impedir que o volume se deteriore demais nos vários processos que passa até chegar à estante do colecionador. No entanto, se você encontrar uma edição bem conservada, vai perceber logo o novo padrão que a editora parece estar adotando, finalmente abandonando a já ultrapassada (e feia) técnica do “colocar a mesma imagem nas duas capas”. Também evitou de poluir a frente com logos e textos desnecessários, guardando-os para a parte de trás junto com a sinopse e o código de barras.

O interior das capas não passa em branco, embora o freetalk da autora seja tão breve que não tem como não olhar uma segunda vez para ter certeza de que não deixou passar nada sem querer. O texto segue coerente e somente dois deslizes bem pequenos saltam aos olhos: Faltou a numeração das páginas e a equipe parece não ter se decidido a tempo se o nome da cidade era “Qishan” ou “Quishan”.

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A história de Magi já mostra para o que veio logo no começo, com um protagonista baixinho e totalmente alheio ao senso comum, até certo ponto lembrando o Goku do início de Dragon Ball, e explode na bizarrice de um Djinn (como optou a editora, em vez de Gênio) bombadaço saindo de um flauta. Junto com as caras e bocas do herói Aladim, se forma um humor muito bem dosado que colabora como peça-chave para o sucesso que se tornou.

No entanto nem só de piadas vive a história e, embora as lutas pareçam inicialmente deslocadas e sem propósito (ainda que, independente disso, você ainda sinta raiva dos primeiros vilões), logo a poeira se assenta revelando uma ótima combinação entre o cenário árabe das 1001 Noites e as Dungeons características dos RPGs, ligados pela exuberância dos tesouros que ambas as histórias contém.

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Magi com certeza é um título que merece uma chance de conquistar seu lugar nas prateleiras e a JBC fez seu dever de casa. Com certeza essa primeira edição vale (dentro da realidade do mercado brasileiro, claro) os R$12,90 que são cobrados.

Nota: 9,0