Sword Art Online: Aincrad – Vol. 01

Em um future próximo, um VRMMORPG (Virtual Reality Massive Multiplayer Online Role Playing Game) chamado Sword Art Online é lançado para o uso com uma nova tecnologia chamada “NerveGear”, que capta e emite impulsos elétricos permitindo que os jogadores usem seu cérebro para controlar diretamente os avatares em vez de seus corpos. No entanto, quando entram no jogo, os usuários descobrem que estão presos e a única forma de sair é completar o jogo, e que morrer no mundo virtual significa morrer no mundo real também.

Sword Art Online dispensa muitas apresentações. A expectativa era grande antes do lançamento do anime e depois, a febre se espalhou mundialmente conquistando legiões tanto de fãs quanto de haters. E agora, finalmente, Aincrad chega às bancas do Brasil pelas mãos da editora Panini!

A capa do volume vem naquele modelo basicão do mercado, com mesma imagem nas duas capas, e dessa vez nem mesmo uma sinopse para mandar lembranças. Talvez a Panini ache que não precisa atrair novos leitores e curiosos nas bancas. A arte causa um pouco de estranhamento inicial, afinal é bastante diferente daquele traço que estamos acostumados seja pelo anime ou pelas light novels, mas nem por isso deixa de ser bonita.

No interior das capas, bem caprichados, temos o índice de um lado e uma versão da capa do primeiro volume da novel, que serviu de base para a adaptação desse mangá. Dessa vez não tivemos páginas coloridas, e a tradução e edição do volume como um todo não deixam a desejar. O papel é o de praxe da editora e não parece que teremos algo melhor nem tão cedo.

A história, menor que a do anime, segue mais de perto o conteúdo do original escrito por Reki Kawahara no primeiro livro, começando já no 74º andar do castelo voador de Aincrad, com um pequeno flashback para mostrar o começo de tudo, e então seguindo até sua conclusão (o que, na opinião pessoal daquele que escreve, não ter feito foi um dos maiores erros do anime). O traço de Tamako Nakamura, passado o desconforto inicial pela diferença, se mostra bastante agradável e a narrativa também não deixa a desejar, embora a distribuição dos quadros deixe a sensação de que talvez a mangaká não tivesse tanta experiência assim no trabalho quando fez o mangá.

Quando o assunto é Sword Art Online, não sobra muita coisa para falar. O que tinha, já foi dito milhares de vezes por milhares de bocas (ou dedos) internet afora e se você não é novo por aqui, provavelmente já está cansado de lê-las. A qualidade do volume vale os R$11,90 cobrados e, tanto se você já gosta da história quanto se você ficou interessado agora, pode dar uma chance. Até porque, a série já está completa em 2 volumes.

Nota: 7,5

Co-fundador da Não Nasci Herói, principal tradutor, redator de notícias e artigos e produtor e editor do NNHCast. Lá fora advogado, leitor ávido, autointitulado escritor e entusiasta de desenhos japoneses.