Ultraman – Vol. 01

A seção Novidade nas Bancas voltou, a ameaça à Terra voltou, o Herói voltou!

Ultraman voltou. Após inúmeras batalhas para defender a Terra, o herói nunca mais foi visto e, com o tempo, se tornou uma lenda. Algumas décadas depois, Shin Hayata se casou, teve um filho e virou Ministro da Defesa do Japão. Mas ele e seu flho são um pouco diferentes das pessoas comuns e Hayata não tem memória do porquê. Quando estranhos acontecimentos voltam a ocorrer no Japão, um “velho novo” herói vai surgir e muitas perguntas feitas pelos fãs ao longo do tempo começarão a ser respondidas.

Se você é brasileiro e cresceu nas últimas décadas do século XX, acho que não estou exagerando quando digo que com certeza já ouviu falar de Ultraman. Talvez mais, provavelmente você já viu Ultraman na televisão e já cruzou muito os braços soltando raios imaginários e derrotando monstros gigantes invisíveis. Mas mesmo quem não chegou a tempo desse rápido momento dos tokusatsus no palco da TV brasileira, com certeza conhece o nome Ultraman, seja pelas incontáveis referências em animes e mangás, seja pelas inúmeras outras séries que vieram depois herdando a franquia Ultra.

Agora é a hora do herói voltar, e não é só para o Brasil. Depois que Shin Hayata se separou do Ultraman anos se passaram. Mas o que aconteceu nem sempre fica para trás, e o passado volta para assombrar Shin e seu filho Shinjiro, que descobre a identidade secreta do pai e tem que escolher se vai seguir os passos dele como o herói que protegerá a humanidade.

Assinado por Eiichi Shimizu e Tomohiro Shimoguchi, Ultraman ganha uma nova cara nessa série em quadrinhos e, mesmo com todos os ares de Homem de Ferro tanto no design da armadura quanto nas cenas de luta, o personagem clássico não perdeu sua identidade própria. A arte bastante trabalhada é outro ponto positivo, principalmente quanto aos personagens mais velhos e as armaduras, enquanto as cenas de ação carregam todas as dúvidas do leitor, se é que ele ainda tinha alguma, de que esse mangá vale à pena.

Para completar, a edição da JBC deixa pouco à desejar. Numa capa com tanta informação, foi bom ver que preferiram manter o logo pequeno e discreto, enquanto  a quarta capa, com uma ilustração de tirar o fôlego, traz a sinopse (reproduzida acima) e o código de barras. Infelizmente no interior temos somente o vazio branco, mas em compensação somos brindados com um total de dezesseis páginas coloridas no início da edição (que infelizmente não puderam ir abrir os capítulos ao longo do volume por questões contratuais), toda em papel offset branquinho. A tradução, como de praxe, está muito boa e o texto coerente, com as falas bem centralizadas nos balões.


Ultraman é um mangá feito sob medida para quem gosta de uma boa história de ação, heróis e superpoderes, mas com a capacidade de alcançar até mesmo quem só visita esse mundo casualmente. O volume custa R$ 14,90, preço de capa bastante modesto diante dos novos reajustes da editora, e traz uma qualidade de confecção muito boa. Mesmo sem ser um fã assíduo de tokusatsus, Ultraman tem um lugar reservado na minha prateleira.

Nota: 9,0