NNH Recomenda: Mangá #001 – Zero Eterno

O NNH Recomenda começou originalmente como uma série de postagens em nossa página do Facebook (vejam todas elas aqui: https://goo.gl/Qg35DR), e agora decidimos expandi-la para cá para podermos falar um pouco mais sobre algumas dessas recomendações. Começando, trouxemos o mangá Zero Eterno, com história de Naoki Hyakuta e ilustrações por Souichi Sumoto.

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Sinopse da edição nacional:

“Originalmente publicado em 2006 por Naoki Hyakuta, o romance “Zero Eterno” é um fenômeno editorial no Japão. Retratando a história e o passado de quem viveu uma época de guerra através do ponto de vista de quem nunca presenciou uma, em 2013, “Zero Eterno” tornou0se o livro mais vendido do país ao alcançar a proeza de mais de 3 milhões de cópias vendidas, e hoje, esse número já ultrapassa 3 milhões. Além de virar história em quadrinhos, o romance foi adaptado para o cinema em 2013, em um filme que chegou a liderar as bilheterias do Japão com mais de 8 bilhões em arrecadação, e recentemente ganhou o prêmio na categoria “Melhor Filme” do 38º Japan Academy Awards. Em 2015, a trajetória de Ketaro em busca da história de seu avô “kamikaze” foi adaptada para a TV, em uma minissérie de três capítulos.

Kentaro Saeki, um jovem de 26 anos, sente que sua vida está estagnada: há alguns anos reprovando no Exame Nacional da Advocacia, o rapaz sente falta de algo que o faça ter motivação e fazer o “motor” da sua vida funcionar. Até que, um dia, sua irmã o contrata para uma importante pesquisa: descobrir quem foi Kyuzo Miyabe, seu verdadeiro avô, homem que batalhou nos céus da Guerra do Pacífico de 60 anos atrás pilotando um caça Mitsubishi A6M Zero, e morreu em missão pelo Tokkotai, a esquadra de pilotos suicidas muito atuante durante a Segunda Guerra Mundial. A partir disso, Kentaro vê sua vida finalmente tomar um rumo ao descobrir mais sobre os valores e o modo de pensar de quem sobreviveu a esse passado não tão distante e confrontá-los com o presente que não parece entendê-los.”

Por que recomendamos:

Talvez a Segunda Guerra Mundial seja o episódio histórico mais marcante mais próximo no tempo da gente, uma proximidade que não é meramente simbólica: Muitos de seus combatentes ainda estão vivos e muitas de suas vítimas também. No entanto, dentro do pouco que ouvimos falar nela, quase que todos os holofotes se voltam para a Alemanha Nazista, o horror de seu holocausto com as milhares de mortes, e o pouco espaço que sobra no palco geralmente é preenchido pela Itália. Quando muito, o papel do Japão na memória popular se restringe à palavra Kamikaze.

Mas a participação do país na Guerra foi maior do que só alguns pilotos em ataques suicida e a destruição de Pearl Harbor na costa do Oceano Pacífico dos Estados Unidos. O Governo Imperial também cometeu atos terríveis, não só contra seus oponentes como contra seu próprio povo. Para entender um pouco melhor os “pilotos kamikaze”, membros do Esquadrão Tokko da Marinha Imperial, é preciso mergulhar um pouco mais fundo na cultura e na história do Japão e assim, quem sabe, perceber que eles não eram os monstros que muitas vezes os pintam e a guerra não foi realmente dividida entre “heróis” e “vilões”. Dos dois lados, eram seres humanos que combatiam.

Mas se engana quem acha que Zero Eterno é só uma história de 70 anos atrás (embora na sinopse acima diga 60, em 2015 comemorou-se os 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial em 1945). É também a história de um jovem do século XXI que, talvez da mesma forma que você que lê essa recomendação, se pergunta qual a importância disso tudo tanto tempo depois, e por que não é melhor simplesmente deixar um episódio tão negro de lado. Portanto, embarque junto com Kentaro e descubra essa nova face pouco vista, na forma de uma história emocionante.

Ficha Técnica:

História de Naoki Hyakuta;
Ilustrado por Souichi Sumoto;
Editora JBC;
Papel Offset;
Média de 200 páginas;
Acabamento em brochura;
Capa com orelha;
Formato 13,50 x 20,50 cm;
Preço de R$ 23,90;
Completo em 5 volumes.

Co-fundador da Não Nasci Herói, principal tradutor, redator de notícias e artigos e produtor e editor do NNHCast. Lá fora advogado, leitor ávido, autointitulado escritor e entusiasta de desenhos japoneses.